Dr.Turba

Dr.Turba

ARTRITE E A APITOXINA

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Artrite Reumatóide:

Doença de evolução crônica e etiologia desconhecida, após a adolescência, mas podendo ser encontrada também em crianças. É classificada entre as doenças do colágeno (substancia que constitui as fibras do tecido conjuntivo).

Caracteriza-se histologicamente (estuda a composição e função dos tecidos) por nódulos subcutâneos e sinovite (o mesmo que artrite) crônica com formação de pannus (tecido de granulação proveniente da sonivial). Várias provas sorológicas evidenciam a presença de certas macroglobulinas , que constituem o chamado “fator reumatóide”.

Os sintomas e as alterações inflamatórias predominam nas articulações e estruturas vizinhas, podendo levar a deformidades capazes de causar invalidez. Muitos outros órgãos e tecidos podem, entretanto, mostrar comprometidos, tais como os olhos, coração, pulmão nervos periféricos e outros.

QUADRO CLINICO

§ Febre elevada e oscilante e sinais de toxemia (intoxicação geral devida à absorção de produtos bacterianos “toxinas” derivados de uma infecção local), precedendo de dias ou semanas as manifestações articulares.

§ Dor, sensação de peso ou de formigamento bem como sudorese nas mãos, seguindo-se intumescimento e rubor das articulações; rigidez matinal.

§ Comprometimento de numerosas articulações (punho, mãos joelhos, cotovelos e tornozelos) com acentuada atrofia (fraqueza, desnutrição) muscular, deformidades e anquilose (impossibilidade de mover-se).

FORMAS EVOLUTIVAS

A evolução da artrite reumatóde é variável, com períodos de remissão e exacerbação, de durações diversas, diferentes para cada indivíduo. Existem padrões diferentes de evolução da moléstia , tipos principais:

Forma benigna: Compreende, aproximadamente, 25% dos casos. É geralmente do tipo monoarticular (uma só articulação), com acometimento inflamatório nítido, ausência de nódulos, atingindo mais freqüentemente pacientes masculinos. Evolução mais ou menos rápida para a cura, num período de dois até doze meses.

Forma benigna de evolução longa: Abrange 25% dos pacientes. Evolui durante um ou dois anos, com distribuição não simétrica de o acometimento articular, sem nódulos subcutâneos ou raramente com eles e manifestações destrutivas articulares pouco intensas.

A evolução é com períodos de melhora e piora e, finalmente cura relativa em dois ou até quatro anos.

Formas de má evolução: Desenvolvem-se de modo lento e progressivo, é mais comum em mulheres com mais de 40 anos, começando pelas pequenas articulações interfalangianas próxima das mãos, de modo simétrico, com progressão para outras juntas, e sem que desapareçam de todo ou mesmo parcialmente os fenômenos flogísticos (natureza inflamatória) das primitivamente atingidas. São de evolução longa, de até 30 anos, entrecortadas por períodos de agravamento , com piora das lesões ou remissão parcial. Reconhecem-se nódulos subcutâneos e lesões progressivamente destrutivas articulares. Esta forma corresponde à cerca de 40% dos casos.

Forma Grave: Caracteriza-se por evolução acelerada e grave, com precoce, rápida e intensa destruição articular, acentuada atrofia muscular e pronunciado emagrecimento. Representa cerca de 10% do total. Dentro dessa forma grave identifica-se a forma maligna pela associação de lesões vasculares generalizadas, que pode resultar em fenômenos necróticos (morte local), situados principalmente na pele e vísceras.

Conclusão: A artrite é uma doença das juntas que causa dor intensa, restringe o movimento e até deforma o paciente. Não tem cura, sendo usualmente controlada por meio de drogas esteróides (cortisona, prednisona e dexametasona...), que são fortemente irritantes do sistema gástrico. Além disso, seu uso prolongado está relacionado a sérias complicações nas glândulas adrenal e pituitária, podendo ainda causar edema, queda da resposta imunológica, crescimento excessivo dos cabelos, irregularidades cardíacas e impotência.

APITOXINA

O veneno de abelhas é um líquido transparente, com um odor de mel acentuado e sabor amargo, acre; a sua densidade é de 1,1313. Uma gota colocada sobre papel de tornassol azul torna-o imediatamente vermelho indicando assim uma reação ácida. A análise química mostrou que o veneno de abelha continha ácido fórmico, ácido clorídrico, ácido ortofosfórico, histamina, colina, triptófano, enxofre, etc. Supõe-se que deve as suas propriedades médicas essencialmente ao fosfato de magnésio Mg3 (PO)4)² cuja taxa representa 0,4% do peso do veneno seco. Nas suas cinzas notaram-se indícios de cobre e de cálcio. É, além disso, muito rico em substâncias azotadas, em gorduras voláteis, que desaparecem no decurso da sua dessecação, e contém muitas diástases: fosfolipase, hialuronidase, etc. Segundo certos autores, é precisamente a presença destas gorduras voláteis que seria a causa da sensação de dor aguda provocada no local da picada. A sua composição química ainda não foi estudada completamente e não se conseguiu igualmente fazer a sua síntese.

Segundo o professor G. F. Gause, o veneno de abelha seria a mais ativa substância antibiótica conhecida. “À terceira categoria de substâncias antibióticas escreve ele, pertencem os compostos à base de azoto e de enxofre, isto é, em primeiro lugar, os venenos de abelhas e de serpente... Uma substância bactericida, a gliotoxina, segregada pelos bolores do gênero Pliocladium, tem uma composição química análoga. 1/100 000 de mg em 1 ml de caldo de cultura entrava o desenvolvimento de certos micróbios gram-positivos. A gliotoxina, os venenos de abelha e de serpente fazem parte das substâncias antibióticas conhecidas mais ativas.”

Os biologistas soviéticos P. Komarov e A. Ernstein, A. Balandin, I. Koop e outros mostraram que uma solução aquosa do veneno de abelha, mesmo de 1:50 000 era rigorosamente estéril, enquanto oi as soluções de 1:500 000 e 1: 600 000 estimulavam o desenvolvimento de paramécias (organismos unicelulares). I. Koop nota muito justamente que o veneno de abelha deveria ser estudado no mesmo plano do que os antibióticos de origem criptogâmica ou bacteriana.

Modo de ação da Apitoxina

Em 1954, os alemães W. Neumann e K. Habermann publicaram uma obra em que indicam que uma injeção de melitina (proteína extraída do veneno de abelha) determina uma baixa de tensão sanguínea, a hemólise (destruição dos glóbulos vermelhos), uma contração das fibras musculares estriadas e lisas suprime os efeitos retransmissores neuro-musculares e ganglionares. Por outro lado, segundo os mesmos autores, a hialuronidase (diástase extraída igualmente do veneno de abelha) aumenta a permeabilidade dos capilares sanguíneos. Ora, esta permeabilidade dos vasos é capital: quando ela diminui, devido a perturbações do funcionamento do sistema capital na seqüência de envelhecimento ou estado mórbido do organismo, entre os órgãos e tecidos. Observou-se, por exemplo, que a melitina, presente na apitoxina eleva os níveis de cortisol no plasma, podendo traduzir-se assim, em última análise, em um tratamento médico padrão com corticóides. Junto com a fosfolipase A2, a melitina ajuda ainda a inibir a produção de superóxidos pelos netrófilos, diminuindo a inflamação local, promovendo a vasodilatação e o aumento da permeabilidade vascular. Finalmente, há o peptídeo MCD (mast cell degranulating) que vem enriquecer o efeito antiinflamatório ao promover a desgranulação dos mastócidos, provocando os mecanismos naturais de resistência, através da liberação da heparina oriunda dos próprios mastócidos rompidos.

Conclusão Atual

Bioquímico sugere forma industrializada
Curitiba - Diretor da Prodapys, empresa catarinense que produz um leque de medicamentos apiterápicos, entre eles uma pomada de uso tópico à base de apitoxina, o farmacêutico bioquímico Célio Silva defende que o uso ''mais racional'' do veneno da abelha é na forma industrializada.
Com a apitoxina recolhida e processada industrialmente é possível eliminar a fração alergênica do veneno para a produção de cremes, comprimidos sublingual e até produto injetável. ''Com o auxílio de equipamento elétrico, as abelhas são estimuladas a ferroarem sobre uma placa de vidro. Como não conseguem introduzir o ferrão na placa, elas descarregam o veneno sobre a mesma. Este processo não provoca qualquer dano à abelha'', explica.
Célio Silva afirma que a apitoxina é uma substância complexa produzida pelas abelhas com ferrão (Apis mellifera) e constituída de diversas enzimas. Pesquisas científicas demonstraram que o veneno da abelha é um excelente antiinflamatório, recomendado para doenças auto-imunes e reumáticas, além de outros processos inflamatórios (não-bacterianos) como tendinite e bursite.
''Nossa empresa já financiou diversas pesquisas científicas sobre apitoxina e, há anos, tenta registrar produtos com apitoxina no Ministério da Saúde (MS). Como é um ativo novo para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), isto requer inúmeros procedimentos com grande investimento para que um novo ativo seja registrado'', justifica. Ele informa que a Prodapys desenvolveu um comprimido sublingual com apitoxina, com ótimos resultados de pesquisas, mas que não conseguiu registrar na Anvisa. Já o creme para uso tópico está em processo de registro. A assessoria de imprensa da Anvisa informou que não existe medicamento registrado no órgão com apitoxina na composição.
O bioquímico esclarece que a apitoxina não age diretamente sobre a doença, mas um de seus mecanismos atua no eixo hipopituitário, estimulando as glândulas supra-renais a produzirem cortisol, que é um antiinflamatório fisiológico. ''A apitoxina é uma das poucas substâncias que podem ser absorvidas via cutânea. As aplicações tópicas com cremes duplicam o nível de cortisol sanguíneo em 60 minutos. Ao ser absorvido pela pele, o veneno provoca uma vasodilatação no local facilitando posteriormente a ação do cortisol produzido pela supra-renal, que por sua vez foi estimulada pela apitoxina'', detalha o farmacêutico.
Segundo Silva, o objetivo do uso da apitoxina é a cura total das patologias. As doenças auto-imunes necessitam de um tratamento superior a seis meses, caso contrário a interrupção implica no retorno do mal. ''A apitoxina seria uma ótima ferramenta para o tratamento de doenças reumáticas. Infelizmente, em nosso País não há estímulos para pesquisas, principalmente se não houver interesse das grandes multinacionais farmacêuticas'', lamenta o bioquímico. Ele observa que em países da Europa Oriental se encontram medicamentos à base de apitoxina, como o ''Forapin e Salbe'', produzidos pelos alemães.(F.G.)

Eu aconselho a aplicação tópica de Apitoxina em forma de gel ou pomada, pois a imperceptível gotícula de veneno introduzida no nosso corpo durante uma picada de abelha é um remédio muito ativo. Pelo contrário, dezenas destas gotículas tornam-se já tóxicas para o nosso organismo, enquanto que uma dose de várias centenas é mortal.

A sensibilidade do organismo ao veneno de abelha varia segundo os indivíduos: os mais sensíveis são as mulheres, as crianças e as pessoas idosas. A experiência mostrou que 1 a 5 e mesmo 10 picadas de abelhas são muito bem suportadas por um indivíduo em bom estado de saúde e não provocam senão uma vermelhidão, ligeiro inchaço, sensação de queimadura, etc.; 200 a 300 picadas simultâneas determinam uma intoxicação de todo o organismo com perturbações características principalmente do sistema cardiovascular e do sistema nervoso (anelação, arroxeamento da pele, pulsação acelerada, convulsões, paralisia); se o seu número atinge 500 ou mais, sobrevém a morte, a maior parte das vezes causada por uma paralisia do centro nervoso respiratório. Entretanto, existem indivíduos hipersensíveis: uma única picada de abelha basta para provocar-lhes perturbações graves: enxaqueca aguda, aparição de urticária, vômitos e diarréia.
O organismo da maior parte dos indivíduos habitua-se bastante rapidamente às picadas de abelhas e reage a elas muito francamente ao até nada. As observações têm mostrado que as pessoas em contacto freqüentes com as abelhas (apicultores) suportam sem perigo as suas picadas. Alguns apicultores trabalhando há muito tempo com as abelhas suportam sem nenhum sinal de intoxicação até 1000 picadas! Os dados provenientes dum grande número de colméias repartidas através da U.R.S.S. indicam que 28,2% dos apicultores ficam imunizados contra o veneno das abelhas depois do 1º ano de trabalho no colmeal; 34,6% no decorrer do 2º ano; 10,5% no 3º ano e muito poucos (5,7%) não o ficam jamais. Em 4,2% dos apicultores a imunidade é natural.

CUIDADO: A apitoxina não deve ser usada por pessoas alérgicas a picadas de abelhas. Qualquer dúvida consulte o seu médico